quinta-feira, agosto 25, 2016

Atrás do Azerbaijão

Atrás do Azerbaijão
A realidade do nosso desporto (sem futebol, claro)
Os atletas não têm nada que se sentir atingidos pela objectividade destes números. Os culpados são outros.

segunda-feira, agosto 22, 2016

Tarde de Verão no cinema



Tarde de Verão no cinema
o filme escolhido foi "Regresso a Ítaca" de Laurent Cantet (o excelente realizador de "O Emprego do Tempo" e "Recursos Humanos").
Um grupo de amigos reencontra-se ao fim de muitos anos num telhado de Havana.
O tema da fuga do país está sempre presente. Assim como as ilusões políticas desfeitas e a sua influência nos destinos pessoais.
Num percurso sinuoso sucedem-se as recriminações, as revelações e as perplexidades.
Pode dizer-se que uma cena parecida podia, relativizada, ter lugar num café de Lisboa entre velhos militantes.
No fim da noite a única coisa que resta é uma amizade dolorosa que não se pode perder.

quarta-feira, agosto 17, 2016

terça-feira, agosto 16, 2016

Aflicções


terça-feira, agosto 09, 2016

O fim do desemprego, e não só




O fim do desemprego, e não só

A proposta que vou apresentar é um ovo de Colombo. Até faz impressão pensar “como é que nunca ninguém se lembrou disto?”.
No entanto é de execução simples e a sua eficácia está comprovada, na prática, há décadas.
Faz-se assim:
1. Legisla-se uma nova entidade, o “sector privado” em paralelo com o “sector publico”. O "sector privado" será uma espécie de cúpula de todas as empresas do país.
2. O “sector privado” adoptará em tudo o que for possível as regras do “sector publico”
3. Não haverá portanto empregados da empresa A ou da empresa B, mas sim empregados com vinculo ao “sector privado”. Os “funcionários privados”.
4. Quando alguma empresa for à falência ou feche, por qualquer motivo, os seus “funcionários privados” em vez de irem para o desemprego serão recolocados pelo “sector privado” respeitando as regras estabelecidas em termos de localização e preservando os direitos adquiridos.
5. Será aprovado na AR um “Estatuto do Trabalhador em Funções Privadas” para definir as carreiras e o inevitável progresso dentro delas.
6. Em caso de abrir uma vaga em qualquer ponto do país, quer se trate de jardineiro, cozinheira, gestor ou qualquer outra, deverá ser aberto concurso nacional para o respectivo preenchimento.

quarta-feira, agosto 03, 2016

Afinal não tem importância nenhuma

Quando tínhamos um governo neoliberal, que dizia estar a baixar o défice, o camarada Costa respondia que o importante era a dívida, que continuava a aumentar. Afinal agora já não tem importância nenhuma

quinta-feira, julho 28, 2016

A estratégia de Costa vai-se revelando



A estratégia de Costa vai-se revelando
Seja o que for que venha a acontecer, nos cortes e nos impostos, será apresentado como uma "imposição europeia".
Costa chegou ao poder com base em promessas de forte crescimento do PIB e do emprego. Nada disso aconteceu.
Em consequência as "reposições de rendimento" e as reversões avulsas deixaram de ter sustentação e, Costa sabe-o bem, mais tarde ou mais cedo farão derrapar o défice.
A austeridade que aí vem será pois atribuída ao inimigo externo, que além do mais inflama o patrioteirismo.

quarta-feira, julho 27, 2016

segunda-feira, julho 18, 2016

domingo, julho 17, 2016

Texto importante



Texto importante
sobre a aberração do "Sector Público", que eu venho repisando há muito tempo.
Só peca por omitir as circunstâncias, muito diferentes, em que Passos e Costa cometem os seus erros.
Por vir de quem vem talvez toque algumas consciências cujo fanatismo não tenha obnubilado de vez.


terça-feira, julho 12, 2016

domingo, julho 10, 2016

sábado, julho 09, 2016

SIBERÍADA - Andrei Konchalovsky (1978)



SIBERÍADA - Andrei Konchalovsky (1978)
Há muitos anos que queria ver este filme, por causa das mútiplas referências que lhe são feitas.
Trata-se de uma bela (e longa) saga de famílias que desbravam a Sibéria ao longo do século XX, e do impacto das transformações políticas na longínqua região.
Mistura poesia e militância. A famosa "alma russa" sempre em conflito com uma realidade e natureza brutais.
Eu estive na Sibéria em 1980- Irkutsk, lago Baikal e Bratsk- apenas dois anos depois de este filme ter sido feito.
Não vi o filme quando saíu mas consigo imaginar a comoção que ele provocava quando a derrocada da URSS não era sequer pensável.

terça-feira, julho 05, 2016

Visitando o interior


Visitando o interior

O referendo da Catarina (e não só)




A Geringonça na sua luta pela sobrevivência está a praticar uma temerária política de terra queimada. Adoptou um discurso anti-europeu e em particular anti-germânico que, como se viu na Grécia, não tem qualquer saída airosa.
O povo português está a ser arrastado para uma deriva irracional pela qual podemos vir a pagar um preço elevado. 
No dia em que a Europa se desmoronar, ou deixar de ter condições para prestar ajudas de emergência, Portugal atingirá finalmente o défice zero. Então perceberemos quão penoso é viver só com o que produzimos e sem os empréstimos dos execrandos europeus.

terça-feira, junho 28, 2016

Pirómano



O Doutor Costa é um pirómano 
que desiste do seguro de incêndio 
para arranjar dinheiro para a gasolina

quinta-feira, junho 23, 2016

Três leões


domingo, junho 19, 2016

O Galo de Marcelos



Soubemos de fonte segura que todos os jogadores da selecção, seja qual for o resultado obtido no Euro 2016, receberão à chegada a solo pátrio um azulejo especial oferecido com muito afecto.

quinta-feira, junho 09, 2016

12º Aniversário



O DoteCome faz hoje 12 aninhos.

segunda-feira, junho 06, 2016

Cinderela no São Carlos



Cinderela
Música e libreto: Pauline Viardot {1821-1910}
Ópera cómica de salão em 3 atos, baseada no conto Cendrillon,
de Charles Perrault
Versão portuguesa Luís Rodrigues

Piano e direção musical João Paulo Santos
Encenação Mário Redondo
Direção circo Chapitô
Cenografia e figurinos Miguel Costa Cabral
Desenho de luz Paulo Sabino

Barão de Pic'torcido João Oliveira
Maria (Cinderela) Ana Franco
Magalona Sónia Alcobaça
Armelinda Ana Ferro
A Fada Bárbara Barradas
O Príncipe Encantado João Cipriano Martins
O Conde Miscarudo Marco Alves dos Santos
Interpretação circense Alunos do 1.º ano do Curso de Interpretação
e Animação Circenses da Escola Profissional de Artes e Ofícios do
Espetáculo do Chapitô

Nova Produção
Co-produção TNSC/Chapitô

Num animado salão juntam-se artistas, intelectuais, boémios.
Em que época? É difícil dizer. Vai contar-se, ou viver-se, ou "brincar-se", uma história: Cinderela. Um clássico.

Todos contam, todos observam. Aqui três Cinderelas, ali dois Príncipes. Uma Irmã Má agora, que mais adiante é uma Fada Madrinha. Cada um mostra a sua particular visão de cada momento, de cada emoção, de cada peripécia. Uns cantam, outros falam, outros ainda exprimem-se com o corpo. As personagens desdobram-se, as cenas sobrepõem-se, os objectos transformam-se. Todo o palco é cenário e também plateia. No fim, mais que o enredo — já tão conhecido — ficará o prazer do jogo.

terça-feira, maio 31, 2016

Poema famoso revertido para o tempo novo


Poema famoso revertido para o tempo novo

Uma vaquinha voava, voava
Cornos ao vento
Rabo a dar, a dar
Como ela, somos livres
Somos livres de sonhar

sexta-feira, maio 27, 2016

Momento poético



Joaninha avoa, avoa
Que o Costa largou Lisboa
Com um saco de dinheiro
P'ra pagar IVA ao tasqueiro


Joaninha avoa, avoa
Que o Costa largou Lisboa
Com trambiques milionários
Para dar aos funcionários


Joaninha avoa, avoa
Que o Costa largou Lisboa
Com seus sonhos impossíveis
Que pagas nos combustíveis

quinta-feira, maio 26, 2016

A árvore dos desentupidores



A árvore dos desentupidores
Hoje passei no lote 14. As janelas do segundo direito continuam fechadas e os estores corridos até abaixo.
Foi quase sempre assim desde que ele morreu há seis anos. Com pequeno interregno em que lá morou uma simpatica família cheia de miúdos.
Cá em baixo, no jardim entre os prédios, os arbustos florescem apesar da incerteza primaveril e, entre eles, sobresaem as flores vermelhas da “árvore dos desentupidores”.
Foi ele que a plantou. Trazida de uma viagem, a ver a filha e os netos, à Califórnia.
O pequeno ajardinado adjacente à praceta era o seu feudo, onde reinava desde que trespassara a loja ainda rijo. Era um regresso à agricultura que nunca chegara a praticar. Ele que fugira da casa nas beiras, para a cidade, com meros 13 anos.
Creio que ele nunca chegou a saber que chamam califemo, àqueles arbustos cuja flor parece um escovilhão pronto a entrar pelo gargalo de uma qualquer garrafa a precisar de limpeza.
Tivemos alguns desacordos por causa disso; eu realmente não apreciava aquele exotismo. Ele, pelo contrário, deliciava-se com os elogios dos passantes e foi fazendo oferecimentos à vizinhança.
Ao fim de algum tempo já se viam, aqui e ali, novas “árvores dos desentupidores”, como eu lhes chamava, que descendiam da matriz importada, às escondidas, das costas do oceano Pacífico.
Então fui levado a olhar para aquele jardim como um legado do meu pai, uma coisa viva que ele deixou e que lhe vai sobreviver sabe-se lá quanto tempo.
Ele não era dado a especulações metafísicas mas eu gostava que ele, esteja onde estiver, pudesse ver as abelhas girando à volta das flores que plantou.
Fui o resto do caminho a olhar para os arbustos de uma outra maneira, com outra consideração. Cada um deles é afinal uma herança.
Que o pai de alguém deixou ali para aqueles que, como eu, agora passam.

terça-feira, maio 24, 2016

A vaca do Costa


Expresso, 21.05.2016

segunda-feira, maio 16, 2016

Os donos disto tudo


Desde ontem, a propósito e a despropósito, em cenas de rua e em cerimónias oficiais, em diferido e em directo, todos os portugueses são obrigados a participar dos festejos do Benfica durante horas a fio.
Muito do anti-benfiquismo, que realmente existe, nasce desta prepotência despropositada de quem se sente dono disto tudo.

sexta-feira, maio 13, 2016

E o mentiroso era o outro...


Quem ouvir com atenção as sucessivas intervenções de A. Costa sobre o Plano B não pode deixar de ficar incomodado; as omissões, os devios, as meias palavras e os descarados malabarismos revelam uma mente vocacionada para a manipulação.
Quer no parlamento, quer nas entrevistas como a de ontem na SIC, Costa salta com agilidade do documento que entregou à "Europa" com medidas para 2016 (que ninguém conhece) para um outro quadro relativo ao plano de estabilidade nos próximos anos (este já conhecido).
A manobra é tão incrível que os interlocutores ficam como que desorientados e sem perceber o que lhes está a acontecer.
Revejam a forma como Costa respondeu ontem na SIC a esta questão e vão perceber o artista que nos tocou pela porta.
E o mentiroso era o outro...

terça-feira, maio 10, 2016

Ribeira dos Caldeirões


Ribeira dos Caldeirões
S. Miguel - Açores

sexta-feira, maio 06, 2016

Cavalo na Gorreana



Cavalo na Gorreana

segunda-feira, abril 18, 2016

Perto de Serpa


Perto de Serpa

segunda-feira, abril 11, 2016

NOUDAR


NOUDAR - Um lugar maravilhoso
Castelo do séc. XIV e Parque de Natureza, perto de Barrancos, constituem uma verdadeira jóia que só agora descobri.