sexta-feira, março 24, 2017

Meu caro Jeroen


quinta-feira, março 23, 2017

Terrorismo mediático



O Daesh executa os homicídios, as televisões transformam os homicídios em terrorismo pela forma como os tratam.
Os crimes como espectáculo, repisados durante horas, sob todos os ângulos, projectam na opinião pública um dimensão desmesurada que alarma e aterroriza.
Alguém devia acabar com isto. 
Para evitar que os terroristas sintam que vale a pena.

quarta-feira, março 22, 2017

As prioridades do Medina



As prioridades do Medina
Enquanto Lisboa desmorona na Graça, abre buracões na Av. de Ceuta e desaba em Alcântara, o Medina faz ciclovias e obras de fachada.
É que suster as terras, prevenir os desabamentos e cuidar das estruturas não são obras que encham o olho.

terça-feira, março 21, 2017

Dijsselbloem


sábado, março 18, 2017

Fermentelos


terça-feira, março 14, 2017

São Jorge



O filme de Marco Martins é muito bem feito e mostra-nos o trabalho do grande actor que é Nuno Lopes.
É uma história neo-neo-realista que nos meus tempos de cineclubista talvez considerasse um tanto esquemática.
Mas os ambientes estão muito bem criados e tudo respira autenticidade. 
Duas legendas, no princípio e no fim do filme, remetem para os tempos da Troika. Esse tique conjuntural e panfletário não beneficia o filme de maneira nenhuma.
Um desempregado em situação desesperante não difere muito por viver no tempo do "engenheiro", da troika ou da geringonça. E é essa intemporalidade da miséria que enobrece o filme.

sexta-feira, março 10, 2017

Mais uma grande vitória no melhor dos mundos




Mais uma grande vitória no melhor dos mundos
António "Pangloss" Costa regozija-se com o facto de Bruxelas 
nos deixar enterrar uns milhares de milhões de euros na CGD.
Assim se cumpre o nosso fado; pagar os prejuízos causados 
por empréstimos sem cobertura feitos a amigos e correligionários.

quarta-feira, março 08, 2017

Os factos alternativos do Dr. Costa


Os factos alternativos do Dr. Costa 
Confronte-se os termos inflamados com que Costa lançou a questão dos off-shores na AR, a 22 de Fevereiro, com o quadro dos movimentos que não foram objecto de tratamento pelo fisco.
18 das 20 declarações foram submetidas a partir de Junho de 2015 o que torna, na prática, impossível a sua publicação ou tratamento durante a vigência do governo de Passos Coelho.
Este caso, como tantos outros, mostra a estatura e seriedade do actual primeiro ministro.









segunda-feira, março 06, 2017

domingo, março 05, 2017

Silêncio



Perante a grandiosidade deste filme 
a retórica das palavras seria quase um sacrilégio. 
SILÊNCIO.

sexta-feira, março 03, 2017

Anatomia de uma golpada mediática


Tudo o que vou dizer a seguir não tem como intuito nem minimizar a importância do “caso dos off-shores”, nem desmotivar a investigação das causas e culpados do que aconteceu.

O objectivo deste texto é mostrar, a quem ainda não se tenha apercebido, as manobras e golpadas partidárias a que temos estado sujeitos.





1.
A notícia do Público sobre a “fuga dos 10.000 milhões” foi dada mesmo a tempo da ida de António Costa à Assembleia da República, que aconteceu no dia 22 de Janeiro. Mera coincidência? Talvez. Mas a verdade é que a tal “fuga” era conhecida pelo menos desde Outubro de 2016 e a “não publicação” das estatísticas era do domínio publico desde 2011. Por outro lado António Costa encontrava-se sob uma enorme pressão por causa dos SMS de Centeno e precisava de desviar as atenções.
2.
Desde o início, a questão da “fuga dos 10.000 milhões” foi associada nos textos do jornal, sem razão aparente, à não publicação das estatísticas. Sem o afirmar claramente levou-se os leitores a pensar que a falta de tratamento das saídas de dinheiro resultava da não publicação das famosas estatísticas.
Esta foi uma jogada de mestre pois permitiu culpabilizar os adversários politicos pela “fuga” sem qualquer fundamento.




3.
António Costa, no dia 22 de Janeiro, durante o debate quinzenal, usou o artigo do Público para, sem apresentar qualquer informação factual, acusar o governo anterior de “ter deixado fugir 10.000 milhões de euros”. Durante vários dias multiplicaram-se nos meios de comunicação as mais variadas especulações, sem qualquer base factual com excepção da não publicação das estatísticas. Que dessa forma surgiam numa implícita relação de causa efeito.




4.
Só no dia 25 de Fevereiro, vários dias depois, surgiu publicamente a informação de que nem todos os movimentos declarados pelos bancos teriam chegado à base de dados em que se baseia a actividade inspectiva da AT. Depois de terem deixado que se instalasse na opinião pública a ideia de que os movimentos não inspeccionados eram aqueles que não tinham sido publicados. Afinal, admitia-se, a AT tinha tratado todos os movimentos que conhecia apesar de não os ter publicado.
5.
Esta nova situação obrigou o Secretário de Estado a esboçar algumas hipóteses de explicação para o "desaparecimento" das 14 declarações dos bancos. Fez umas vagas referências a erros informáticos e disse também que não há qualquer indício de interferência política no assunto.
Atendendo a que o Secretário de Estado conhece esta situação desde, pelo menos, 31 de Outubro de 2016 seria de esperar um conhecimento muito mais profundo das causas e consequências do que se passou.






6.
Finalmente, como se não bastassem já as manobras anteriores, com claros intuitos partidários, hoje dia 3 de Março, o caso deu uma nova curva. Ficou a saber-se que as declarações bancárias na AT sobre movimentos para off-shores não são feitas sempre nos anos em que ocorrem. Falou-se, por exemplo, do caso do BES em que foi a administração do Novo Banco, depois da resolução em finais de 2014, que comunicou ao fisco saídas de capitais ocorridas nos anos anteriores.
7.
Estas últimas revelações permitem-nos supor que afinal as lacunas da informação tanto podem resultar de deficiências informáticas como de meros atrasos na comunicação da informação pelos bancos.
Passámos vários dias a ouvir falar de publicação de estatísticas mas continuamos sem saber quais os montantes de imposto que deveriam ter sido cobrados, se tudo tivesse corrido normalmente, e se tais montantes devidos, a existirem, ainda podem ser recuperados pelo fisco.


Em suma, o Ministério das Finanças tem vindo a manipular sistematicamente o timing das revelações que faz, com o objectivo de passar culpas para os adversários políticos e também de disfarçar a sua própria inépcia.

quinta-feira, março 02, 2017

Almada



Almada
hoje descobri uma grande parte da sua obra, na Gulbenkian.
Para além da admiração descobri também uma especial cumplicidade com o grande artista.
Partilho com ele, há muito, sem saber, esta importância fulcral dada à visão e ao poder da imagem que é "anterior às palavras".


Há poucos dias, por coincidência, tinha escrito isto:


quarta-feira, março 01, 2017

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Um facto simbólico



O convite de Louçã para o Banco de Portugal está carregado de simbolismo.
Tem-se discutido a competência, oportunidade e adequação da nomeação para o cargo mas, mais importante do que isso, é o que lhe está subjacente.
A Geringonça, com todos os seus equívocos, está a gerar um novo quadro político em Portugal em que desaparecem os partidos "fora do sistema" e mesmo "anti-sistema".
Penso que a existência de tais partidos explicava por que razão os populismos bacocos nunca tinham vingado em Portugal. O PCP e o BE serviam, entre outras coisas, para absorver uma parte dos desiludidos com o regime.
Um dos preços a pagar pela submissão do PCP e do BE aos desígnios do PS é o desaparecimento dessa válvula de segurança.

domingo, fevereiro 26, 2017

Coisas que fazem pensar


Está nevoeiro nos off-shores




Há neste momento um nevoeiro propositado no ar. 
A única coisa comprovada é a falha na publicação da informação relativa às transferências para off-shores (que em princípio são legais e não pagam impostos a não ser depois de produzir rendimentos). Foi em relação a essa falha que o Nuncio se declarou responsável. 
Faz-me confusão esta situação ter perdurado vários anos e não ter sido detectada e denunciada pelos deputados e por outras instituições interessadas na matéria. Mas adiante.
O que devia ser esclarecido rápidamente é se, para além de não terem sido publicadas, as referidas transferências também não foram analisadas e tratadas, para detectar situações suspeitas de branqueamentos ou outras falcatruas. Também devia ser rápidamente apurado se o que aconteceu se traduz em prejuizo para o Estado, apesar de por lei estas obrigações fiscais só caducarem ao fim de 12 anos.
Estando o actual Secretário de Estado a trabalhar neste assunto há um ano ainda não está em condições de esclarecer os cidadãos?
As indefinições reinantes, e o prolongamento de discussões pouco rigorosas, só interessam à estrita luta partidária.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Paris, Texas




Paris, Texas
já não via esta obra prima há 30 anos.
Hoje vi com os olhos dos 70 anos, e valeu a pena. 
Está em exibição no Nimas.

domingo, fevereiro 12, 2017

A Trica



Mário Centeno comprometeu-se a retirar Domingues do estatuto de gestor público para ele, entre outras coisas, não ter que declarar o património. Tinham plena consciência de estar a fazer uma coisa reprovada pela generalidade das pessoas, tanto assim que manipularam a data de publicação da lei, feita à medida, para coincidir com o início das férias parlamentares.
Na altura do compromisso eles pensavam que a manobra era suficiente para obter o efeito pretendido. Quando perceberam que afinal esse efeito não era viável, por causa de outra lei pré-existente, Centeno deixou de poder cumprir o resultado prometido embora tivesse cumprido a démarche. 

Não só tinha feito negociatas duvidosas como, ainda por cima, fora incompetente.
A partir daí atirou o Domingues às feras e tentou passar por entre os pingos da chuva.
Mesmo que não se demita ficava-lhe bem reconhecer que errou. É que esse erro custou-nos dinheiro a nós todos; atrasou todo o processo da Caixa durante meses e degradou a reputação do banco público que tanto diz querer reabilitar.
Não se tratou de mera trica, teve consequências económicas sérias.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

domingo, fevereiro 05, 2017

Trump - um produto da China

Trump - um produto da China
A principal razão por que Trump ganhou as eleições nos EUA tem que estar contida nesta frase "A América não pode continuar como está".
O equilíbrio mundial que vigorava há décadas, e em que os Estados Unidos ocupavam um papel central, baseava-se em algumas ideias simples:
- Transferência das indústrias tradicionais para outros países mantendo o controle financeiro sobreos fluxos internacionais
- Manutenção do controle das matérias primas estratégicas pelo recurso a uma presença militar planetária
- Concentração nas indústrias soft e de entretenimento tirando partido do facto de o inglês ser uma língua franca
- Utilização estratégica do dólar e controle do sistema bancário mundial
O que mudou então para que a América se sinta ameaçada económicamente e se sinta obrigada a reagir? A China.
Os chineses aplicaram uma táctica conhecida do judo, usar a força do adversário contra ele.
À medida que as empresas estrangeiras se instalavam na China os milhões de trabalhadores chineses mal pagos foram, apesar de tudo, criando um mercado. À medida que esse mercado crescia as empresas chinesas cresciam também para fornecer essa multidão de novos consumidores de quase tudo o que os ocidentais já têm há muito mas os chineses nunca tinha tido.
Nada disto teria grande importância se não se desse o caso de a China ter 1300 milhões de habitantes.
A escala da acumulação de riqueza não tem termo de comparação possível, não só pela dimensão populacional do país mas também pela sua peculiar cultura no que toca ao trabalho e à poupança.
De repente os americanos começaram a encontrar o capital chinês por todo o lado; disputando-lhes o controle das indústrias europeias ou asiáticas, concorrendo pelo controle das matérias primas essenciais, abrindo brechas no sistema financeiro e disputando os sistemas de ensino e investigação tecnológica.
Os sinos tocaram a rebate mas os políticos "mainstream" não tiveram coragem para enfrentar o gigantesco desafio da China; fingiram que tudo continuava como dantes.
Trump ganhou as eleições porque convenceu uma boa parte dos americanos de que vai tomar medidas contra o declínio da América.
Ninguém provavelmente sabe se ainda é possível parar tal declínio, ou se Trump é o político certo para o tentar sem cair na esparrela de uma guerra mundial.
Mas uma coisa é certa, os Clinton, os Bush e os Obamas não deram conta do recado.
Se temos o Trump é, em grande medida, por causa disso.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Pois


segunda-feira, janeiro 30, 2017

domingo, janeiro 29, 2017

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Mandar bocas na oposição é muito mais fácil



Mandar bocas na oposição é muito mais fácil

terça-feira, janeiro 24, 2017

Um negócio à moda do Costa




Costa decidiu reverter o negócio da TAP e o seu sucesso foi badalado em todos os jornais.
Mas é preciso prestar mais atenção aos detalhes (onde se acoita o diabo, segundo dizem).
Para convencer os parceiros privados a cederem-lhe uma parte do capital prometeu-lhes resolver o problema da dívida da companhia.
Para resolver o problema da dívida pôs os bancos "públicos" (e até um privado que está aflito) a aceitar aumentar os prazos e diminuir os juros.
Esta operação absurda, só se compreende como resultado da pressão política do accionista (no caso dos bancos públicos) e de alguma contrapartida desconhecida dada ao banco privado.
É em grande medida por causa de negócios ruinosos como este, ditados pelos políticos, que a banca está como está.
Mas os políticos choram lágrimas de crocodilo pelo sistema financeiro.
O método de Costa é sempre o mesmo; para alcançar os seus enormes "sucessos" dá sempre contrapartidas que directa ou indirectamente virão a sair dos nossos bolsos.

domingo, janeiro 22, 2017

O Pai


No Teatro Aberto
João Lourenço e João Perry construíram um espectáculo soberbo.
A estrutura da peça, de Florian Zeller, dá-nos a perceber uns laivos do que é perder as memórias e, por tabela, a identidade. A cenografia dá também um enorme contributo.
Mas em cima do palco está um gigante chamado João Perry que faz a via sacra com uma sobriedade espantosa e convincente.
Perante o caos do mundo, que a velhice em qualquer caso torna ainda mais incompreensível, podemos todos ver-nos ao espelho na Praça de Espanha.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

segunda-feira, janeiro 16, 2017

TSU


sexta-feira, janeiro 13, 2017

domingo, janeiro 08, 2017

Tempo Novo


Os mais pobres não pagam nem IRS nem IRC, os impostos que baixaram. 
Mas pagam alguns dos que subiram