domingo, fevereiro 26, 2017

Está nevoeiro nos off-shores




Há neste momento um nevoeiro propositado no ar. 
A única coisa comprovada é a falha na publicação da informação relativa às transferências para off-shores (que em princípio são legais e não pagam impostos a não ser depois de produzir rendimentos). Foi em relação a essa falha que o Nuncio se declarou responsável. 
Faz-me confusão esta situação ter perdurado vários anos e não ter sido detectada e denunciada pelos deputados e por outras instituições interessadas na matéria. Mas adiante.
O que devia ser esclarecido rápidamente é se, para além de não terem sido publicadas, as referidas transferências também não foram analisadas e tratadas, para detectar situações suspeitas de branqueamentos ou outras falcatruas. Também devia ser rápidamente apurado se o que aconteceu se traduz em prejuizo para o Estado, apesar de por lei estas obrigações fiscais só caducarem ao fim de 12 anos.
Estando o actual Secretário de Estado a trabalhar neste assunto há um ano ainda não está em condições de esclarecer os cidadãos?
As indefinições reinantes, e o prolongamento de discussões pouco rigorosas, só interessam à estrita luta partidária.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Paris, Texas




Paris, Texas
já não via esta obra prima há 30 anos.
Hoje vi com os olhos dos 70 anos, e valeu a pena. 
Está em exibição no Nimas.

domingo, fevereiro 12, 2017

A Trica



Mário Centeno comprometeu-se a retirar Domingues do estatuto de gestor público para ele, entre outras coisas, não ter que declarar o património. Tinham plena consciência de estar a fazer uma coisa reprovada pela generalidade das pessoas, tanto assim que manipularam a data de publicação da lei, feita à medida, para coincidir com o início das férias parlamentares.
Na altura do compromisso eles pensavam que a manobra era suficiente para obter o efeito pretendido. Quando perceberam que afinal esse efeito não era viável, por causa de outra lei pré-existente, Centeno deixou de poder cumprir o resultado prometido embora tivesse cumprido a démarche. 

Não só tinha feito negociatas duvidosas como, ainda por cima, fora incompetente.
A partir daí atirou o Domingues às feras e tentou passar por entre os pingos da chuva.
Mesmo que não se demita ficava-lhe bem reconhecer que errou. É que esse erro custou-nos dinheiro a nós todos; atrasou todo o processo da Caixa durante meses e degradou a reputação do banco público que tanto diz querer reabilitar.
Não se tratou de mera trica, teve consequências económicas sérias.

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

domingo, fevereiro 05, 2017

Trump - um produto da China

Trump - um produto da China
A principal razão por que Trump ganhou as eleições nos EUA tem que estar contida nesta frase "A América não pode continuar como está".
O equilíbrio mundial que vigorava há décadas, e em que os Estados Unidos ocupavam um papel central, baseava-se em algumas ideias simples:
- Transferência das indústrias tradicionais para outros países mantendo o controle financeiro sobreos fluxos internacionais
- Manutenção do controle das matérias primas estratégicas pelo recurso a uma presença militar planetária
- Concentração nas indústrias soft e de entretenimento tirando partido do facto de o inglês ser uma língua franca
- Utilização estratégica do dólar e controle do sistema bancário mundial
O que mudou então para que a América se sinta ameaçada económicamente e se sinta obrigada a reagir? A China.
Os chineses aplicaram uma táctica conhecida do judo, usar a força do adversário contra ele.
À medida que as empresas estrangeiras se instalavam na China os milhões de trabalhadores chineses mal pagos foram, apesar de tudo, criando um mercado. À medida que esse mercado crescia as empresas chinesas cresciam também para fornecer essa multidão de novos consumidores de quase tudo o que os ocidentais já têm há muito mas os chineses nunca tinha tido.
Nada disto teria grande importância se não se desse o caso de a China ter 1300 milhões de habitantes.
A escala da acumulação de riqueza não tem termo de comparação possível, não só pela dimensão populacional do país mas também pela sua peculiar cultura no que toca ao trabalho e à poupança.
De repente os americanos começaram a encontrar o capital chinês por todo o lado; disputando-lhes o controle das indústrias europeias ou asiáticas, concorrendo pelo controle das matérias primas essenciais, abrindo brechas no sistema financeiro e disputando os sistemas de ensino e investigação tecnológica.
Os sinos tocaram a rebate mas os políticos "mainstream" não tiveram coragem para enfrentar o gigantesco desafio da China; fingiram que tudo continuava como dantes.
Trump ganhou as eleições porque convenceu uma boa parte dos americanos de que vai tomar medidas contra o declínio da América.
Ninguém provavelmente sabe se ainda é possível parar tal declínio, ou se Trump é o político certo para o tentar sem cair na esparrela de uma guerra mundial.
Mas uma coisa é certa, os Clinton, os Bush e os Obamas não deram conta do recado.
Se temos o Trump é, em grande medida, por causa disso.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Pois


segunda-feira, janeiro 30, 2017

domingo, janeiro 29, 2017

quinta-feira, janeiro 26, 2017

Mandar bocas na oposição é muito mais fácil



Mandar bocas na oposição é muito mais fácil

terça-feira, janeiro 24, 2017

Um negócio à moda do Costa




Costa decidiu reverter o negócio da TAP e o seu sucesso foi badalado em todos os jornais.
Mas é preciso prestar mais atenção aos detalhes (onde se acoita o diabo, segundo dizem).
Para convencer os parceiros privados a cederem-lhe uma parte do capital prometeu-lhes resolver o problema da dívida da companhia.
Para resolver o problema da dívida pôs os bancos "públicos" (e até um privado que está aflito) a aceitar aumentar os prazos e diminuir os juros.
Esta operação absurda, só se compreende como resultado da pressão política do accionista (no caso dos bancos públicos) e de alguma contrapartida desconhecida dada ao banco privado.
É em grande medida por causa de negócios ruinosos como este, ditados pelos políticos, que a banca está como está.
Mas os políticos choram lágrimas de crocodilo pelo sistema financeiro.
O método de Costa é sempre o mesmo; para alcançar os seus enormes "sucessos" dá sempre contrapartidas que directa ou indirectamente virão a sair dos nossos bolsos.

domingo, janeiro 22, 2017

O Pai


No Teatro Aberto
João Lourenço e João Perry construíram um espectáculo soberbo.
A estrutura da peça, de Florian Zeller, dá-nos a perceber uns laivos do que é perder as memórias e, por tabela, a identidade. A cenografia dá também um enorme contributo.
Mas em cima do palco está um gigante chamado João Perry que faz a via sacra com uma sobriedade espantosa e convincente.
Perante o caos do mundo, que a velhice em qualquer caso torna ainda mais incompreensível, podemos todos ver-nos ao espelho na Praça de Espanha.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

segunda-feira, janeiro 16, 2017

TSU


sexta-feira, janeiro 13, 2017

domingo, janeiro 08, 2017

Tempo Novo


Os mais pobres não pagam nem IRS nem IRC, os impostos que baixaram. 
Mas pagam alguns dos que subiram

quinta-feira, janeiro 05, 2017

As cores do mundo só existem nos nossos olhos.


As cores do mundo só existem nos nossos olhos.
Por um acidente qualquer, que desconhecemos, 
os nossos olhos convertem em vermelho 
as frequências da luz entre 480 e 405 tera-hertz. 
Podia ser outra cor qualquer, ou mesmo cor nenhuma.
Quando fotografamos a preto e branco 
percebemos que provavelmente 
nunca chegaremos a perceber 
como o "mundo exterior" realmente é.
As nossas bandeira vermelhas, ou verdes, 
ou amarelas podíamos, com outros olhos, vê-las todas iguais.

quarta-feira, janeiro 04, 2017

O Universo




O Universo

é um espaço infinito, sem tempo e sem memória.
Um gigantesco Alzheimer 
em que todo o passado se resume à forma do agora. 
Nós somos apenas partículas sensíveis. 
Processamos luz e som.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Bom Ano


terça-feira, dezembro 27, 2016

A CONCERTAÇÃO SOCIAL



A CONCERTAÇÃO SOCIAL
tal como é vista pelo Ministro Augusto Santos Silva 
1. Trabalhos preparatórios e confraternização dos parceiros sociais
2. Negociações sobre salário mínimo revelam-se bastante tensas
3. Arménio Carlos e António Saraiva travam-se de razões sob o olhar atento de Vieira da Silva









quinta-feira, dezembro 22, 2016

O duplo



O duplo
ontem vi pela primeira vez esta forma de "traduzir" Marcelo para linguagem gestual, com o tradutor dois passos atrás do Presidente.
Confesso que tive dificuldade em me concentrar. Estava sempre com curiosidade para ver em que gestos iriam ser convertidos os recados subliminares do discurso.
Para além de reduzir a eficácia da comunicação a presença do tradutor cria um ambiente de palco que, dada a própria teatralidade de Marcelo, retira veracidade ao discurso.

sábado, dezembro 17, 2016

Cuidado




CUIDADO
Há 11 anos a euforia da esquerda e a desorientação da direita eram ainda muito maiores.
Sem querer ser desmancha-prazeres tenho no entanto que dizer o seguinte: o homem que teve 45% em 2005, o famoso "engenheiro" Sócrates, acabou como arguido por corrupção. E deixou-nos uma Troika como herança.

sexta-feira, dezembro 16, 2016

A Caixa continua a patinar


A Caixa é essencial e urgente
A recapitalização da Caixa é fulcral
A Caixa deve ser totalmente independente da política
A Caixa precisa urgentemente de uma gestão altamente profissional
A Caixa, ao fim de um ano de retórica, continua a patinar

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Alameda das Descobertas hoje de manhã



Alameda das Descobertas hoje de manhã 
Duas ciclovias paralelas, independentes, de Sul para Norte e de Norte para Sul
Como se pode ver o próprio movimento de automóveis é pequeno.
Eliminou-se uma faixa de rodagem para construir a ciclovia. 
Agora, se houver uma situação de emergência, 
com algum carro empanado na única faixa existente, 
como circularão os meios de socorro?





terça-feira, dezembro 13, 2016

A fama dos portugueses





A fama dos portugueses
Centenas de milhões de pessoas, por todo o mundo, julgavam que os portugueses eram autênticos deuses modernos, belos e atléticos, espalhando magia pelos relvados.
Mais recentemente perceberam que afinal também podem ter duplo queixo e fazer discursos chatos.

sábado, dezembro 10, 2016

O populismo



O populismo,
que justamente preocupa os portugueses, é normalmente associado a comportamentos agressivos e desbragados, recheados de teorias politicamente incorrectas.
Mas, correndo o risco de chocar os meus leitores, eu pergunto: os políticos que só dizem coisas redondas e fofinhas, que garantidamente deliciam o povo, não corresponderão também uma uma outra forma de populismo?
Quem governa deve ser avaliado pelo que faz em prol do bem comum ou por demonstrações sentimentais?
Os governantes não são da nossa família e nem sequer do nosso grupo de amigos chegados. Se não nos conhecem de lado nenhum como podem então manifestar-nos tanto afecto?
Será apenas para obter a nossa condescendência quando decidirem levar por diante as suas agendas?

quinta-feira, dezembro 08, 2016

As consequências



Ao contrário do que diz Costa os seus antecessores nunca negaram a possibilidade da recapitalização da CGD. 
Ela foi sempre possível mas com pesadas consequências. 
Estas consequências.
A única habilidade do Costa é conseguir falar da recapitalização como se não tivesse consequência alguma (e ter os partidos à sua esquerda e os sindicatos anestesiados perante o que aí vem).

quarta-feira, dezembro 07, 2016

Pensamento estatístico



Pensamento estatístico
o país vai-se enchendo de lombas que provocam impactos indesejáveis mesmo nos automobilistas que circulam dentro dos limites de velocidade. Presumo que se trata de iniciativas ilegais mas, por obra e graça do políticamente correcto, toleradas.
A todos os imbecis que decidem tal coisa, que parece estar na moda, recomendo um pensamento estatístico.
Por cada acidente que talvez evitem com a instalação das lombas provocarão certamente problemas de saúde nos milhares de cidadãos que são forçados a circular por cima delas (descolamentos de retina, traumatismos vertebrais, etc, etc).

sexta-feira, dezembro 02, 2016

terça-feira, novembro 29, 2016

As vitórias do Costa saem caras


Costa anda há um ano às voltas com a Caixa.
A única coisa que conseguiu foi autorização 
para enterrar lá 6.000 milhões de euros tirados dos nossos bolsos. 
Mais do que nos custou o BES. 
Mas apresenta isso como uma grande vitória.